Ana L. FigueredoJoilson de Souza Cardoso
Este artigo analisa criticamente a inteligência artificial (IA) a partir da metáfora da "morada algorítmica", argumentando que ela está longe de ser uma ferramenta neutra. O estudo demonstra como a IA reproduz e amplifica injustiças estruturais em setores como justiça e segurança pública, reflete a "impressão inevitável do criador" através de vieses humanos codificados e enfrenta desafios significativos de governança ética. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, complementada por análise de casos emblemáticos e experimentos com sistemas generativos de imagem que evidenciam a reprodução de estereótipos. Conclui-se que a transformação da IA em um instrumento de equidade, e não de exclusão, depende da adoção de uma governança robusta, transparente e ancorada em direitos humanos, com a participação de equipes diversas em seu desenvolvimento.
João Matheus Chaves CorrêaMirian Nunes de Carvalho Nunes
Airto ChavesBárbara GuasqueThiago Aguiar de Pádua
Alexandre Morais da RosaBárbara Guasque