Agatha Leticia Eugênio da LuzEugênia Da Luz Silva Foster
Este artigo tem como objetivo analisar como a inserção de epistemologias outras no ensino superior contribui para o processo de descolonização da universidade brasileira, tomando como referência a vivência no quilombo Torrão do Matapi (AP) e a teoria do corpo-território. A pesquisa discute como saberes de populações negras, indígenas e quilombolas reconfiguram práticas pedagógicas e currículos. A partir de uma abordagem qualitativa, bibliográfica e participante, aponta que a presença da universidade em territórios tradicionais é um movimento político e epistêmico. Descolonizar o ensino superior implica valorizar saberes locais, promover justiça epistêmica e transformar as lógicas institucionais. O corpo-território é compreendido como uma epistemologia viva que, ao ocupar a universidade, também a transforma, tornando-se ferramenta de resistência, criação e reinvenção das formas de ensinar, aprender e existir.
Wander Guilherme Rocha CarvalhoTânia Seneme do Canto
Nilcelio Sacramento de SousaRafael Chaves Vasconcelos BarretoTiago Dionísio da Silva
Sueli Bonfim LagoJoelma Boaventura da SilvaLeonardo Rangel Do Reis
Leandro Xavier TimóteoMaria Celeste Reis Fernandes de SouzaRenata Bernardes Faria Campos