Abstract

A imobilidade em pacientes internados, agravada por idade, gravidade da lesão e longas internações, gera complicações até após a alta. A mobilização precoce, embora pouco aplicada em ventilados, melhora a recuperação funcional, reduz ventilação mecânica, mortalidade e eleva a qualidade de vida. Logo, o presente estudo teve como objetivo identificar contribuições sobre a deambulação precoce em unidades de terapia intensiva. Trata-se de revisão de literatura publicadas entre 2017 e 2025 nas bases SciELO, PEDro, Cochrane, PubMed, repositórios, literaturas e buscas manuais seguindo o PRISMA 2020. Foram incluídos apenas estudos com pacientes acima de 18 anos, e a análise contou com apoio de fisioterapeuta especialista para maior rigor e confiabilidade. Foram lidos na integra 50 artigos, dos quais 28 foram incluídos, destacando técnicas como cicloergômetro, mobilizações, deambulação, prancha ortostática e eletroestimulação. Os artigos do corpus da revisão indicam redução do tempo de ventilação e internação, melhora hemodinâmica, força e funcionalidade, e baixo impacto na mortalidade. São indicados ainda complicações raras, reforçando a individualização e protocolos de orientação. A mobilização precoce em unidades de terapia intensiva é apresentada como segura e eficaz, iniciada após 24h e com estabilidade clínica, reduz tempo de ventilação e internação, melhora função muscular e orgânica, estabiliza parâmetros hemodinâmicos, além de diminuir custos. Para manter resultados, é essencial treinamento das equipes e aplicação contínua e supervisionada. Porém, são desejáveis mais pesquisas, protocolos de orientação e capacitação profissional.

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