Neste artigo apresentamos algumas considerações de caráter teórico com relação aos desafi os da educação geográfi ca no Brasil e suas metas para a formação de cidadãos. Considerada, como pressuposto em nossa análise, a existência de uma dessincronia entre o potencial teórico da geografi a e o poder formativo da educação geográfi ca, estabelecemos como nosso objetivo a análise do papel do conhecimento produzido pela ciência geográfi ca para a formação do cidadão crítico, ativo e participativo, consideradas as suas conexões com o espaço escolar. Para tal, recorremos a algumas importantes contribuições, as quais enumeramos como três proposições que estruturam o artigo. A primeira diz respeito à teoria da complexidade de Edgard Morin que contribui para pensarmos sobre os limites vividos por este campo disciplinar e as possibilidades para avançarmos do Ensino da Geografi a à Educação Geográfi ca. A segunda proposição complementa a primeira, dando destaque à apreensão da educação geográfi ca em suas articulações com a realidade do aluno e a formação de cidadãos críticos e ativos, ancorada na teoria da aprendizagem signifi cativa e na teoria do currículo nômade. Por fi m, a terceira consideração remete à formação de professores e à necessidade de formulação e implementação de políticas de valorização da profi ssão docente, a exemplo do PIBID. As três proposições enunciadas se entrecruzam estabelecendo um conjunto articulado de considerações essenciais para que possamos no Brasil superar o chamado paradoxo da geografia.
Valdir NogueiraSônia Maria Marchiorato Carneiro
Cristhian Moreira BrumDaniel GraciolliTarcísio Dorn de Oliveira