Arlete Ferreira dos SantosSimone da Silva Santos MouraViviana de SouzaÂngela Vilma Santos Bispo Oliveira
Desde o surgimento do cinema, percebeu-se que a nova arte tinha a capacidade de relatar, com seus próprios recursos, uma narrativa que antes era contada em romances ou contos. Desse modo, surgiu-se a prática de adaptar uma narrativa literária em uma narrativa fílmica, a ponto de grande parte dos filmes ter atualmente, como origem, não um script original, criado especialmente para o cinema, mas uma obra literária. Nessa perspectiva, o presente trabalho se fundamenta em um estudo comparativo entre a obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos e a produção cinematográfica da mesma obra, dirigida por Nelson Pereira dos Santos (1963). O objetivo de análise desse estudo é observar se há “fidelidade” por parte do filme com relação à obra e a estrutura técnica e simbólica do filme, assim como, analisar a forma pela qual o diretor busca por meio dos recursos cinematográficos ilustrar as palavras de Graciliano Ramos através da linguagem fílmica. Faz-se necessário entender que numa produção fílmica, a compreensão se dá de forma diferenciada do texto escrito, pois, mesmo usando a nossa imaginação, o intelecto não atua tanto, uma vez que a sequência de imagens contribui para influenciar os nossos sentimentos de forma direta. Nesse sentido, cabe dizer conforme Mendes (2009), que “um filme não é pensado, é percebido, é sentido”. Nele são utilizadas várias linguagens, que afetam o espectador de maneira mais direta e precisa com relação ao mecanismo da literatura.
Rita de Cássia Rebouças RodriguesJúlio Cledson de Oliveira GuedesFrancisco Welligton de Sousa BarbosaJosé Clerton de Oliveira Martins
Carlos R. RecordEduardo Paulino PetenasiCarlos Eduardo RibeiroJosé R. MerlinDaniela Freitas Guilhermino Trindade