Ronald Pinto CostaGabriel Cheles Nascimento MatosGabriel Ângelo Araújo De SouzaAlcione de Oliveira dos Santos
Introdução: A sepse é conceituada como uma resposta inflamatória exacerbada do hospedeiro a doenças infecciosas. No Brasil, é considerada a segunda maior causa de mortalidade em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), além de gerar perdas econômicas aos hospitais, referentes ao prolongado período das internações. Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários, sendo as bactérias os principais agentes etiológicos. Estas, quando caracterizadas como multirresistentes, resistem à ação de antimicrobianos disponíveis, por meio, por exemplo, de síntese enzimática e alterações na permeabilidade celular, dificultando o tratamento de doenças anteriormente tratáveis. As manifestações incluem variados estágios clínicos, como a síndrome da resposta inflamatória sistêmica, a sepse grave e o choque séptico. Objetivos: Assim, busca-se analisar o acometimento de sepse por bactérias multirresistentes em pacientes internados em UTIs brasileiras. Material e métodos: Para isso, utilizou-se pesquisa bibliográfica, através de ferramentas on-line de busca por artigos científicos em inglês e português, como Google Scholar, PubMed e Scielo, entre os anos de 2012 e 2020. Resultados: Dessa forma, constatou-se que organismos multirresistentes, como as bactérias gram-negativas Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii, predominam nas UTIs brasileiras. Contudo, o agente infeccioso mais incidente é a bactéria Staphylococus epiderdimis, que gera infecções relacionadas ao uso de cateteres e pode ser transmitida pela equipe de saúde, por localizar-se na pele de pessoas saudáveis. Sendo assim, há riscos aos indivíduos submetidos a procedimentos invasivos, com doenças crônicas ou pacientes hospitalizados por longos períodos. Além disso, o uso indiscriminado de antimicrobianos torna o ambiente suscetível ao aparecimento de microrganismos multirresistentes. Há casos em que a ineficiência de antimicrobianos dificulta o tratamento, podendo evoluir para óbito em 35-45% para casos de sepse grave e 52-65% para o choque séptico, principalmente na região Centro-Oeste do país. Conclusão: Por fim, infere-se que desafios relacionados à propagação de bactérias potencialmente causadoras de infecções em pacientes de UTI são comuns mundialmente. No Brasil, apesar da expressiva incidência de casos de resistência bacteriana, ainda há carência de pesquisas, a fim de efetivar ações sanitárias direcionadas para reduzir a gravidade de casos e índices de pacientes afetados anualmente.
Eduarda Cruz TavaresAna Carolina Alves MenesesMATHEUS SILVA FERNANDESNATÁLIA MATOS LINS DE ALBUQUERQUE
Rebeca dos Santos Miranda de OliveiraKaroline Silva da ConceiçãoRaphaëlle JacobAna Angélica Bezerra de AraújoBeatriz Zani SilvaPedro Henrique Moura TeixeiraEvandro WeberDanielle Monique SoraggiReinaldo Viana PereiraAlessandra da Silva PereiraMilca Pereira de Andrade MoraesMateus Afonso de OliveiraJessica Thais Carvalho FerreiraRodrigo Barbosa da Silva SantosHeloisa Evelen Lima da Silva
João Andrade L. Sales JúniorCid Marcos DavidR HatumPaulo César S. P. SouzaAndré Miguel JapiassúCleovaldo T. S. PinheiroGilberto FriedmanOdin Barbosa da SilvaMariza DAgostino DiasEdwin KoterbaFernando Suparregui DiasCláudio PirasRonir Raggio Luiz
Karime Macedo SemaanDaniela Cechetti CorrêaLouise Leonardi DimanPâmela Ritzmann De LimaCamila de Moura PancotiGabriel Lenzi AdamyEduarda Frohlich VenzkeRaissa Radunz de OliveiraMaiara Radunz de OliveiraAdalberto Damião Alves de OliveiraPedro Henrique Marques da SilveiraOtávio Augusto Cintra MastrangeloThomaz Takashi Ferreira MorimotoCid Antônio Carvalho Fernandes