Este artigo analisa o papel desempenhado pelos conselhos revolucionários nas reflexões políticas de Hannah Arendt a partir de Sobre a revolução. Pretendo mostrar que Arendt recorre aos conselhos não para desenhar um modelo de sistema político que substitua o representativo, mas sim para denunciar a restrição da participação nas democracias representativas atuais baseadas no sistema de partidos, em prejuízo tanto do exercício da liberdade política quanto do desenvolvimento de uma cultura democrática.
Eduardo Carlos Bianca BittarSamuel Rodrigues Barbosa