Samuel de Souza NetoVandeí Pinto da Silva
A presente reflexão é motivada pelas dificuldades postas aos cursos de licenciatura para interpretarem o significado da Prática como Componente Curricular (PCC), dificuldades essas expressas nas diferentes formas de sua implementação. O objetivo é contribuir com a construção de uma concepção de PCC integrada ao projeto político-pedagógico do curso e que colabore com o aprimoramento da formação do professor, de modo a superar ajustes curriculares formais nos quais a PCC serve apenas como mecanismo facilitador do cumprimento da carga horária mínima do curso. O ponto de partida é a análise de modelos de PCC vigentes numa universidade pública, seus avanços e desafios. Em seguida, são discutidas as ambiguidades das diretrizes legais acerca do conceito de prática presentes nas formulações “Prática de ensino e estágio supervisionado”, “Estágio” e “PCC”. O lugar da PCC no currículo também é problematizado: trata-se de resgatar a prática como referência da formação, de superar a indistinção entre PCC e Estágio e as dicotomias existentes entre disciplinas de formação específica e pedagógicas. Por fim, com base em pressupostos teóricos que articulam teoria e prática, são propostos projetos integradores por meio dos quais a PCC pode contribuir para a organicidade do curso, a interdisciplinaridade, o trabalho coletivo, a ampliação da formação para além da sala de aula e para a formação de professores mais bem preparados ao enfrentamento dos desafios atuais.keywords: Prática como Componente Curricular. Currículo. Formação docente.
Gabriela Luisa SchmitzLuíz Caldeira Brant de Tolentino-Neto
Hallayne Nadal Borboza RochaLuciane Ferreira MocroskyMaria Lúcia Panossian
Vanessa de Paula CintraJoão Paulo Dias Lopes
Daniele Farias Freire RaicMaria Roseli Gomes Brito de SáSirlândia Souza SantanaUbirajara Couto Lima
Anemari Roesler Luersen Vieira LopesIsabel Koltermann Battisti