José Raimundo A. de AzevedoOrlando Jorge Martins TorresNicolau Gregori CzeczkoFelipe Francisco TuonPaulo Afonso Nunes NassifGleim Dias de Souza
OBJETIVO: Avaliar a tendência da concentração plasmática e do clearance de procalcitonina (PCT-c) como biomarcadores de prognóstico de pacientes com sepse grave e choque séptico, comparado a um outro marcador precoce de prognóstico representado pelo número de critérios de SIRS no momento do diagnóstico da sepse. MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo observacional onde foram incluídos pacientes com sepse grave e choque séptico. A concentração sérica de procalcitonina foi determinada no momento do diagnóstico da sepse e após 24 e 48 horas. Foram coletados dados demográficos, escore APACHE IV, escore SOFA na chegada, número de critérios de SIRS no momento do diagnóstico, sitio da infecção e resultados microbiológicos. RESULTADOS: Vinte e oito pacientes foram incluídos, 19 clínicos e nove cirúrgicos. Em 13 (46,4%) a fonte da sepse foi pulmonar, em sete abdominal (25,0%), em cinco urinária (17,9%) e de partes moles em três casos (10,7%). Quinze pacientes tinham sepse grave e 13 choque séptico. A mortalidade global foi cinco pacientes (17,9%), três deles com choque séptico. Vinte e oito determinações de PCT foram realizadas no momento do diagnóstico da sepse, 27 após 24 horas e 26 após 48 horas. A concentração inicial não se mostrou expressivamente diferente entre os grupos sobreviventes e não sobreviventes, mas as diferenças entre os dois grupos após 24 e 48 horas alcançaram significância estatística expressiva. Não se observou diferença em relação ao número de critérios de SIRS. O clearance de procalcitonina de 24 horas mostrou-se expressivamente mais elevado no grupo de sobreviventes (-3,0 versus -300,0, p=0,028). Embora o clearance de procalcitonina de 48 horas tenha mostrado resultado mais elevado no grupo de sobreviventes comparado aos não sobreviventes, a diferença não alcançou significância estatística. CONCLUSÃO: Concentrações persistentemente elevadas de procalcitonina no plasma, assim como, redução do PCT-c 24 horas, associaram-se à elevação expressiva da mortalidade de pacientes com sepse grave e choque séptico.
Lígia Maria Oliveira de SouzaMARTA LOPESAMABILLY DA SILVA JUVENTINOGirnaldo Leônidas Jorge de Sousa Filho NetoMyllena Cardoso LimaVanessa da Silva SantosPamella Barbosa Ferreira MarquesDOUTORA ANDREA PAOLA BRITOSDOUTORA ROMINA MARICEL ESPÍNOLA SÁNCHEZRaquel Farias CyrinoBÁRBARA PRISCILA ALVES DE SOUZA
José Roberto FiorettoFernanda de C. BorinRossano César BonattoSandra M. Q. RicchettiCilmery Suemi KurokawaMarcos Aurélio MoraesMário Ferreira CarpiCarlos Roberto PadovaniJoelma Gonçalves Martin
Gisele Limongeli GurgueiraWerther Brunow de Carvalho
Edgar Vinicio Mora CulcayCarlos Enrique Flores MontesinosDoménica Salomé Cárdenas Quito
Maria Fernanda SaconLucienne Tibery Queiroz CardosoCláudia Maria Dantas de Maio CarrilhoIvanil Aparecida Moro KaussLais Magalhaes CarvalhoLuiz Fernando Tibery QueirozCíntia Magalhães Carvalho GrionAna Maria Bonametti