José Roberto FiorettoFernanda de C. BorinRossano César BonattoSandra M. Q. RicchettiCilmery Suemi KurokawaMarcos Aurélio MoraesMário Ferreira CarpiCarlos Roberto PadovaniJoelma Gonçalves Martin
OBJETIVOS: Estudar o comportamento da procalcitonina e verificar se é capaz de diferenciar crianças com quadros sépticos. MÉTODOS: Crianças de 28 dias a 14 anos de idade, admitidas de 01/2004 a 12/2005 na unidade de tratamento intensivo pediátrica da UNESP com sepse ou choque séptico, foram incluídas prospectivamente. Dois grupos foram constituídos: grupo sepse (GS; n = 47) e grupo choque séptico (GCS; n = 43). Procalcitonina foi medida à admissão (T0) e depois de 12 h (T12h), e os resultados apresentados em classes: < 0,5 ng/mL = sepse improvável; > 0,5 a < 2 = sepse possível; > 2 a < 10 = inflamação sistêmica e > 10 = choque séptico. RESULTADOS: No T0, foi maior a freqüência de pacientes do GCS na classe mais alta de procalcitonina, comparada às crianças do GS [GCS: 30 (69,7%) > GS: 14 (29,8%); p < 0,05]. Para o GCS, a freqüência de pacientes que ocupou a classe mais elevada foi maior que a de pacientes em outras classes (> 10 = 69,7%; > 2 a < 10 = 18,6%; > 0,5 a < 2 = 11,6%; < 0,5 = 0,0%; p < 0,05). No T12h, o comportamento da procalcitonina foi semelhante ao T0. O escore pediatric risk of mortality (PRISM) dos pacientes do GCS na classe mais alta de procalcitonina foi mais elevado que o das crianças do GS [GCS: 35,15 (40,5-28,7) versus GS: 18,6 (21,4-10,2); p < 0,05]. CONCLUSÃO: Procalcitonina permite diferenciar sepse de choque séptico, pode auxiliar no diagnóstico de quadros sépticos em crianças e pode estar relacionada à gravidade dos pacientes.
José Raimundo A. de AzevedoOrlando Jorge Martins TorresNicolau Gregori CzeczkoFelipe Francisco TuonPaulo Afonso Nunes NassifGleim Dias de Souza
João Pedro Zortéa da CampoLarissa Pietroni FerretjansJoão de Carvalho Castro
Jocélia Maria de Azevedo BringelLuiz de Moraes Ferreira
Raíssa Grangeiro de OliveiraMatheus Eugênio Sousa