Douglas Manoel Antônio de Abreu Pestana dos Santos
O artigo analisa os desafios e as possibilidades da educação matemática em contextos de migração, compreendendo-a como campo estratégico de reconstrução epistemológica e pedagógica frente à pluralidade cultural e linguística que caracteriza as escolas contemporâneas. A intensificação da mobilidade humana, sobretudo de migrantes oriundos do Haiti e da Venezuela, tem revelado as insuficiências das políticas linguísticas, das formações docentes e das práticas curriculares voltadas à diversidade. Fundamentado em autores como D’Ambrosio (2005), Skovsmose (2023), Tonhati et al. (2024) e Carrijo (2021), o estudo propõe uma reflexão crítica sobre a colonialidade do saber matemático e a necessidade de instaurar uma pedagogia intercultural e inclusiva, em que a matemática deixe de ser linguagem neutra e se torne espaço de diálogo, reconhecimento e pertencimento. A partir de uma leitura de base decolonial e freiriana, defende-se que o ensino da matemática, articulado ao letramento crítico e à etnomatemática, pode operar como instrumento de justiça cognitiva e hospitalidade epistêmica, ressignificando o papel da escola no acolhimento de estudantes migrantes. O artigo sugere a implementação de oficinas matemáticas interculturais, formação docente situada e políticas linguísticas de acolhimento como práticas de transformação curricular voltadas à equidade e à pluralidade epistêmica.
Edvonete Souza de AlencarAdriana Fátima de Souza Miola
Edvonete Souza de AlencarAdriana Fátima de Souza Miola
SOUSA A.P.P.CARVALHO F.R.P.SILVA L.P.SILVA G.F.
Leonardo Lima LopesMaria da Conceição de AraújoMaria Raimunda Gonçalves PimentelSayonara Élida de LimaNeli Rodrigues dos SantosMaria Nilza Andrade Araújo de OliveiraUeudison Alves Guimarães
Samya de Oliveira LimaMarcus Bessa de Menezes