Este artigo tem por finalidade apresentar um percurso histórico dos estudos do nome de lugar, indo desde os primeiros estudos a respeito do nome de lugar, passando pela sistematização e institucionalização dos estudos onomásticos, ocorridos no século XIX, e finalizando com a implantação dos estudos toponímicos no Brasil. A proposta do artigo não finaliza com esta abordagem, pois para fazê-la foi necessário apresentar o que se tem chamado de toponímia tradicional e a toponímia crítica, área emergente dos estudos do nome de lugar, que ganhou terminologia própria no início do século XXI. A necessidade de escrita desse artigo se dá justamente pelo fato de na atualidade o Brasil ter se alinhado aos estudos emergentes que buscam evidenciar metodologias de base crítica em seus estudos toponímicos, mas de não haver uma literatura que priorize trazer esse percurso histórico, evidenciando tal mudança na abordagem. A dissertação de mestrado de Silva (2024) foca nesse percurso, com ênfase no surgimento da toponímia crítica, mas aqui fazemos um trabalho maior, aumentando o percurso histórico. Uma vez que nossa proposta é discorrer sobre os caminhos que levaram os estudos toponímicos a enveredarem para uma abordagem crítica, alguns autores tornaram importantes de ser citados: Reuben Rose-Redwood, Duncan Light, Derek Alderman, Jani Vuolteenaho, Laerence Berg entre outros que tiveram papais importantes nessa virada metodológica dos estudos em toponímia. Outro ponto importante é a metodologia adotada neste artigo: pelo seu perfil historiográfico, a escolha de uma abordagem de natureza bibliográfica mostrou-se eficaz ao nosso propósito.
Maria Célia Dias de CastroSebastião Elias Milani
Fernanda Kelly Mineiro Fernandes
Curvelo, Heloísa ReisFerreira, Tiago de OliveiraPereira, Cleria Lourdes Moreira