Este estudo oferece uma análise aprofundada sobre o Hip-Hop como um catalisador de transformações na construção identitária de comunidades negras e periféricas, sobretudo no Brasil. Ao investigar o universo Hip-Hop, objetiva-se explorar sua natureza como ferramenta intrínseca de comunicação contra-hegemônica, muito além de sua faceta mais disseminada, a música; e por esse viés, apresentar os impactos da mercantilização da estética Hip-Hop atualmente. A pesquisa mergulha na dinâmica do Hip-Hop como um movimento pluridirecional de produção de conhecimento coletivizado, o qual, não apenas confronta diretamente teorias cientificistas e racionalistas, mas também propõe uma ressignificação de conceitos historicamente hierarquizados: centro-periferia e elite-pobre, por exemplo. Evidencia-se, ainda, o caráter diaspórico do Hip-Hop, destacando sua constante evolução e sua capacidade de transcender fronteiras geográficas e simbólicas
Tatiana Nazaré Amaral Ferreira ReisMarcela Vecchione Gonçalves
Fabiano Rodrigo da Silva Santos