"Nessa obra, Júlia mobiliza um quadro teórico muito produtivo e propõe dois conjuntos de casos. De fato, propõe como conjuntos os casos que coletou, cujas correlações nos oferece como mostras contundentes de um sistema funcionando, de sistemas se interpenetrando e definindo as balizas semânticas a partir das quais se poderá falar em 'obras'. Muitas vezes já se disse que a literatura não serve para nada. Se vista como heterotopia, entendemos que ela se serve, e assim é que recebe convivas. Seguindo esse raciocínio, podemos entender que abrir um livro em que se inscreve um texto literário supõe engajar-se numa jornada desconhecida, na medida em que só quando os dados são lançados é que de fato há jogo no tabuleiro. É dessa heterotopia que esta obra trata. Mais precisamente, trata de como se formulam as condicionantes heterotópicas dos objetos editoriais que não se põem como explicação de nada e que, no entanto, levam a entender tanta coisa!" (Luciana Salazar Salgado - UFSCar)
Tárcia Lopes dos SantosVerônica de Araujo Oliveira SilvaMartha Cordeiro Ferreira
Josemar dos Santos FerreiraIêdo De Oliveira Paes