Introdução: O número de transplante renais (TxR) no Brasil atende menos de 40% da demanda. A baixa listagem é um dos desafios, e não há estudos nacionais sobre dificuldades no encaminhamento. Objetivos: Identificar barreiras dos nefrologistas de Minas Gerais para o encaminhamento à avaliação para TxR nos níveis do profissional, serviço e sistema de saúde. Métodos: Estudo transversal com nefrologistas do estado, por resposta à questionário virtual. Coletamos dados demográficos, conhecimento sobre indicação e contraindicações para TxR, características e fluxo de encaminhamento dos serviços. Resultados: De 538 nefrologistas, 14,3% responderam. Eram mulheres (54,5%), idade de 44,9±9,0 anos, formados há 15±10,3 anos. A maioria fez residência médica (79,2%) vinculada a serviço de TxR (93,5%) e era prestador de serviço (68,5%). Houve concordância >95% em quatro dos cinco critérios de indicação. Menos de 60% reconheceram seis das oito contraindicações relativas e seis das sete temporárias. Não houve correlação entre o conhecimento das indicações e contraindicações e as variáveis estudadas. Centros eram públicos acadêmicos (33,8%), oferecem o TxR como opção (84,4%), e tem 21-40% dos pacientes listados (31,2%). Os nefrologistas referem conhecer o fluxo e alegam o risco elevado como principal causa para o não encaminhamento. Conclusão: Identificamos barreiras no nível do profissional, reforçando a necessidade de maior integração com centros de TxR e de guias para encaminhamento eficaz.
Helady Sanders‐PinheiroLuís Gustavo Modelli de AndradeTainá Veras de Sandes‐FreitasLaila Almeida VianaLúcio Requião‐MouraLuiz Roberto de Sousa UlissesPedro Túlio RochaGustavo Fernandes FerreiraLílian Pires de Freitas do CarmoLauro Monteiro Vasconcellos FilhoÁlvaro Pacheco‐SilvaJosé A. Moura-Neto
Renata de FreitasLívia Costa de OliveiraGélcio Luiz Quintella MendesFernando Lopes Tavares de LimaGabriela Villaça Chaves