Raquel de Almeida MoraesMaria Paula Vasconcelos Taunay
O artigo analisa a tecnologia educacional contemporânea desde a ditadura militar em 1964 até 1985 no Brasil e, em particular, em Brasília. A partir da abordagem metodológica do materialismo histórico-dialético, utilizou-se a análise do discurso para apreender os significados das fontes documentais e orais privilegiando a categoria contradição. Dentre os resultados, verificou-se que o momento histórico foi marcado pela ênfase na economia que demandava uma educação voltada para a oferta de capital humano de aspecto tecnicista. O período caracterizou-se pela adoção de instrumentos tecnológicos importados com a finalidade de produzir conhecimentos e formar “capital humano”. Mas tanto no Telecurso da Fundação Roberto Marinho quanto no projeto SACI houve descaso em relação ao trabalho de formação de uma mentalidade tecnológica local e nacional, como era seu discurso político. A partir de 1985, com o neotecnicismo, prevalece o “aprender a aprender” e com a ideologia do conhecimento substituindo o “capital humano”. No entanto, isso se configura como contradição pois o conhecimento não é para todos como se apregoa no discurso da pós-modernidade, mas é uma elite que o detém posto que este gera riqueza e poder no Brasil e no mundo.
André Leite de FariasDanilo da CostaDenylson Douglas de Lima CardosoRoberval Angelo FurtadoCarine da Costa AlencarTiago Santos Barreto ThomazDienner Mory Rodrigues SilvaAlessandro AveniLúcio Carlos de Pinho FilhoAna Carolina Ribeiro HeeMarli Alves Flores MeloCelismar da Rocha CavalcanteLuana Pimentel LopesValdivina Alves FerreiraJuliana Olinda Martins PequenoWagner de Oliveira PequenoJohnny Helder FerreiraRosemeire Cardoso de Albuquerque LeocádioAna Paula Beserra de SousaFlávia Cristina PaniagoJames Pinheiro dos SantosVasti Ribeiro de Sousa SoaresThiago Cianni de Lara Resende