Esta pesquisa investiga o uso da IA no ensino da escrita, sob a perspectiva pós-crítica, inserida no campo teórico dos Estudos Culturais, ao dialogar com autores que analisam a cultura digital e suas implicações. Assim, o problema de pesquisa que orienta o estudo indaga: como o uso da IA, na solução digital Criar, da plataforma Árvore, pode impactar no desenvolvimento da escrita de alunos da educação básica? A metodologia adotou a netnografia como estratégia de investigação qualitativa, permitindo observar e analisar a plataforma em seu ambiente digital. Foram realizadas sessões de exploração com perfil de usuário simulado, registros em diário de campo e capturas de tela das interações com a IA, especialmente nas situações de mediação da escrita. Essa imersão possibilitou compreender os modos de funcionamento algorítmico, as linguagens e as dinâmicas discursivas que configuram a experiência de escrita mediada pela plataforma. A partir disso, foram construídos dois eixos analíticos: autonomia do estudante e potencial da IA para substituir e/ou complementar a cognição humana. Os resultados indicaram que a modulação algorítmica compromete a autonomia e a criatividade dos estudantes, pois a IA, ao sugerir a escrita do texto, pode tanto complementar quanto substituir a cognição humana. O estudo propõe, portanto, um uso crítico da IA na escola, ao invés da reprodução de padrões automatizados, destacando a necessidade de repensar o ensino e a avaliação da escrita, na educação básica, diante das novas tecnologias digitais.
Isabel Cristina Alves da Silva FradeMônica Daisy Vieira AraújoJulianna Silva Glória
Elaine ConteMaria Edilene de Paula KoboltAdilson Cristiano Habowski
Antônia Dilamar AraújoAline Luna SaboiaMaria Áurea Albuquerque Sousa