Paulo Afonso TavaresAlan Lins Fernandes
A principal simbologia da cultura brasileira é o cristianismo, que, nas construções do Brasil colonial, tornou-se um centro social durante a colonização goiana. Em Goiás, esse marco evoluiu para uma matriz propulsora do turismo religioso. Este artigo reflete sobre a importância histórica e cultural de três igrejas coloniais de Pirenópolis: Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Bonfim e Nossa Senhora do Carmo, edificadas no século XVIII. O objetivo foi analisar os elementos históricos, econômicos e culturais dessas igrejas, destacando seu papel no contexto urbano e social da época. A metodologia incluiu revisão bibliográfica, análise historiográfica e visitas técnicas. Documentos históricos, relatos de viajantes e estudos arquitetônicos embasaram a pesquisa. Os resultados mostram que essas igrejas representam a ocupação inicial do território goiano, marcada pela febre do ouro e pela estruturação social baseada na religião católica. Conclui-se que, além do valor religioso, as igrejas desempenharam um papel central na formação cultural e econômica de Pirenópolis, contribuindo para o patrimônio histórico nacional. A preservação dessas edificações é essencial para a manutenção da memória e identidade cultural da região, além de atrair cada vez mais visitantes e peregrinos. Recomenda-se também um estudo de valoração do patrimônio imaterial associado a essas construções.
Giovanna Adriana Tavares GomesBlenda Domingues BittencourtDiego Carneiro Oliveira