Érika Maria Gonçalves CampanaAndréa Araújo BrandãoSérgio Kaiser
As taxas de controle da hipertensão arterial são muito limitadas tanto em países desenvolvidos, mas principalmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, o cenário é desafiador, com apenas 33% de controle satisfatório dos níveis pressóricos. Este cenário impacta fortemente na ocorrência de doença cardiovascular (DCV), a principal causa de morbidade e mortalidade em nosso país. A medida da pressão arterial (PA) no consultório desenvolvida há mais de cem anos representa o pilar do diagnóstico e manejo desta condição clínica. Entretanto, o reconhecimento nos últimos anos da existência de múltiplos fenótipos da HA tem implicado numa mudança de paradigma, onde o papel das medidas dentro e fora do consultório, e a estimativa do grau de dano vascular através do estudo das ondas de pulso e da complacência arterial representam a nova fronteira no diagnóstico, na estratificação de risco e no tratamento desta doença. A comunidade científica brasileira tem oferecido robustas contribuições à determinação de parâmetros específicos para avaliação da pressão arterial em nossa população, mas também revela achados pioneiros, potencialmente capazes de impactar a condução do tratamento e acompanhamento de pacientes hipertensos em todo mundo.
Ariadne BotechiaFelipe Oliveira CavalieriSuely Maciel
Carlos Roberto Juliano LongoMary Kimiko Guimarães Murashima
Antônio Carlos Campos de Carvalho