Guilherme Manoel de Lima VianaCaio Sperandéo de Macedo
Este artigo analisa a questão da discriminação algorítmica no contexto da inteligência artificial (IA), com foco em relato de caso ocorrido com a empresa Amazon. Ressalta-se como algoritmos de IA podem inadvertidamente perpetuar preconceitos e viéses, afetando grupos minoritários da sociedade. O estudo aborda como o algoritmo de contratação da Amazon, favoreceu candidatos do sexo masculino em detrimento às candidatas do sexo feminino. A análise destaca a importância de treinar e ajustar algoritmos de IA para evitar discriminação e preconceito, enfatizando a necessidade de maior supervisão humana e regulamentação para garantir a equidade na implementação de IA em ambientes empresariais. Em termos científicos, o estudo fez uso do método revisão de literatura, consultando doutrina e jurisprudência nacional e estrangeira, para entender quais são os desafios éticos da IA. Os resultados revelaram que a discriminação algorítmica é significativamente afetada pela qualidade dos dados de treinamento e pelas suposições incorporadas nos algoritmos. Um exemplo notável é o caso da Amazon, onde um sistema de classificação de currículos foi treinado com dados que refletiam a predominância masculina na indústria tecnológica. Isso resultou em um viés contra candidatas mulheres.
Haide Maria HupfferGustavo da Silva Santanna
Beatriz Ferreira GuimarãesLuiza dos Anjos Lopes Licks