Juliana Ferreira VassolérKléber Aparecido da Silva
Este artigo resulta de uma pesquisa ampla de natureza qualitativa (descritiva e interpretativa) elaborada a partir dos pressupostos da Linguística Crítica; da Análise de Discurso Crítica; dos Estudos Críticos do Discurso; dos Estudos Culturais; e dos Estudos Decoloniais. Com base nesse aporte teórico e tomando o domínio discursivo como construto de modos de saber, de agir e de ser, apresenta-se uma proposta de análise para discursos e práticas sociais antirracistas, objetivando observar e sintetizar estruturas linguísticas e seus correspondentes significados semântico-discursivos. Para isso, relaciona-se: o eixo do poder ao significado acional, enquanto modos de agir e interagir por meio da linguagem; o eixo do saber ao significado representacional, como projeção de aspectos do mundo; o eixo do ser ao significado identificacional, na qualidade de experiência vivida. Em conclusão, compreende-se que é necessário refletir sobre a língua(gem) enquanto estrutura de poder, abordando discursos antirracistas, representações alternativas em relação às já estabelecidas e identidades raciais em devir. Tal perspectiva envolve praxiologias decoloniais na perspectiva da construção dialógica do conhecimento e da educação, uma vez que rompe com a estrutura hegemônica e insere-se num quadro de insurgência e possibilita ao indivíduo a consciência de ser e estar no mundo de maneira que possa intervir como ser social e político.
Veronica del Pilar Proaño Carrazzoni
Veronica del Pilar Proaño Carrazzoni
Veronica del Pilar Proaño Carrazzoni