Camila de Souza GabrielVanilde Ferreira de Souza-Esquerdo
Introdução: A atividade agrícola é uma das principais responsáveis pela emissão de gases com efeito de estufa (GEE), com estimativas indicando que 49% das emissões totais derivam da mudança no uso do solo. A agricultura familiar, que desempenha um papel central na produção de alimentos, pode sofrer grandes impactos devido a eventos climáticos extremos, afetando tanto a produção, quanto o estilo de vida das comunidades envolvidas. Diante da crise climática, torna-se urgente repensar o modelo de produção de alimentos, buscando práticas que respeitem o meio ambiente e a população. Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi investigar como os agricultores familiares identificam os impactos das mudanças climáticas em suas atividades e quais as estratégias são adotadas para mitigar esses efeitos e se adaptar a eles. Métodos: A pesquisa foi conduzida por meio de análise documental, observação participante e entrevistas semiestruturadas com 20 agricultores familiares do assentamento rural Milton Santos. Resultados e Discussão: Os resultados indicaram que os Sistemas Agroflorestais (SAFs) fundamentados em princípios agroecológicos, emergiram como uma estratégia eficaz, adotada desde os primeiros anos do assentamento e mantida pelas famílias. Os SAFs proporcionam diversos benefícios, como melhoria da qualidade do solo, controle térmico, proteção contra ventos, aumento da capacidade de retenção de água nos solos e prevenção da erosão, mostrando-se adaptáveis às diferentes realidades biológicas, físicas e socioeconômicas dos agricultores familiares. Conclusão: Os SAFs fundamentados em princípios agroecológicos são adequados para o enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, promovem a sustentabilidade ambiental e fortalecem a resiliência das comunidades agrícolas.
Julia de Mello BottiniKarlo Messa VettorazziMaya da Silva Nunes
Samuel de Mello PintoAna Moraes CoelhoMaíra Bombachini SilvaLayla Nunes Lambiasi
Monise Terra CereziniCésar Nunes de Castro