Este artigo explora as interseções ideológicas entre o Bolsonarismo, a Teologia da Prosperidade e a Teologia do Domínio, e como essas conexões impactaram as políticas sociais no Brasil. Analisamos a ascensão do Bolsonarismo e a popularidade crescente da Teologia da Prosperidade nas igrejas neopentecostais, destacando figuras como Rousas John Rushdoony e Gary North, cujas ideias moldaram a Teologia do Domínio. Rushdoony defendia um Estado mínimo regido por leis bíblicas, enquanto North integrava princípios bíblicos com teorias econômicas liberais. Francis Schaeffer, embora crítico de Rushdoony e North, também contribuiu para a Teoria do Domínio, promovendo uma aplicação mais equilibrada dos princípios cristãos na sociedade.A convergência dessas ideologias reforça uma visão de Estado mínimo, privatização e meritocracia, com impactos significativos nas políticas públicas e na população vulnerável. Apesar da derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, o Congresso Nacional continua predominantemente conservador, perpetuando a agenda política bolsonarista. Esta persistência conservadora influencia a criação de leis e políticas, mantendo a tensão entre visões de Estado mínimo e a necessidade de um Estado mais interventor e protetor dos direitos sociais. O artigo conclui que a interação entre Bolsonarismo, Teologia da Prosperidade e Teologia do Domínio contribui para a manutenção de desigualdades sociais e a desresponsabilização do Estado na provisão de serviços públicos. Propostas de políticas alternativas são sugeridas para promover justiça social e um modelo de governança atrelado à provisão adequada de serviços públicos.
Fernando Cardoso BertoldoOneide Bobsin
Sérgio Ricardo Gonçalves Dusilek