Esse trabalho busca produzir textos a partir de vivências e experiências de corpos de mulheres negras. Para isso, os relatos são apresentados na forma de escritas de vida, inspiradas nas leituras de Conceição Evaristo. Vivências que produzem encontros que nos permitem questionar acerca do tangenciamento social no que diz respeito à educação (matemática) de pessoas periféricas. Percorrendo questões do tipo: que (des)encontros determinam marcas (in)visíveis nos espaços sociais de educação escolar, a pesquisa visa acompanhar algumas relações que tencionam o aprender (matemática). Para isso, produzimos com as escritas do viver, buscando problematizar a vivência de mulheres negras e periféricas, em contextos convencionais como a escola e a sala de aula de matemática, e não convencionais como o comércio, a feira etc. Assim, por meio das escritas do viver, uma junção entre a cartografia e elementos do cotidiano de indivíduos historicamente subalternizados, discutimos formas em que a educação (matemática) é interseccionada por essas mulheres negras, dando visibilidade a alguns processos que contribuem para a manutenção desses corpos colocados à margem de um sistema educacional instituído.
Régis FornerVanessa OechslerAlex Henrique Alves Honorato
María Aparecida Viggiani BicudoAntônio Vicente Marafioti Garnica
Aline Aparecida Slusarz GuimarãesCarmem Lúcia Artioli RolimIdemar Vizolli