O corpo é um espaço de interação e expressão da psique, como sugere Winnicott. Ele destaca a importância da integração entre corpo e mente para o desenvolvimento saudável do sujeito, enfatizando que um ambiente adequado facilita a personalização e a adaptação à realidade. Essa relação contínua entre corpo e psique é fundamental para o amadurecimento emocional e a construção da identidade. O texto discute a escuta analítica no contexto da transexualidade, destacando a importância de reconhecer o sofrimento psíquico associado à disforia de gênero, exemplificado pelo caso de Lara, personagem trans do filme “Girl” (2018). O artigo defende que a identidade de gênero não está intrinsecamente ligada ao corpo, sendo influenciada por construções sociais que perpetuam estigmas e normatizações. Logo, a psicanálise tem o papel de desafiar essas normas, contribuindo para que os sujeitos expressem suas identidades de forma autêntica e espontânea, conectando-se com o âmago do verdadeiro Self.
Maria Eduarda Motta Vieira Rosa