Daniele MoreiraCarolina Lima Vilela
No presente artigo, apresentamos o recorte de uma pesquisa maior, cujo objetivo é inserir o uso de narrativas iorubás no currículo de diferentes disciplinas escolares, em uma escola da rede municipal do Rio de Janeiro. Estabelecendo um diálogo entre as práticas docentes e os conceitos de decolonialidade, de Catherine Walsh, e da Pedagogia das Encruzilhadas, de Luiz Rufino, buscamos colaborar para intersecções possíveis entre as tradições escolares e a valorização da diversidade cultural, de forma atenta ao que Azoilda Trindade apresentou como valores civilizatórios afro-brasileiros. Neste artigo, especificamente, descreveremos uma das práticas docentes propostas, que parte de uma abordagem dialógica entre o Itã, que narra a origem dos rios de Obá e de Oxum, Orixás femininas relacionadas às águas, com o conteúdo curricular Revolução Industrial, sugerindo uma análise histórica das suas consequências e das questões ligadas às Ciências da Natureza. Esperamos reforçar a hipótese de que as narrativas da cultura iorubá corroboram para uma pedagogia decolonial e para uma educação comprometida com as relações étnico-raciais, defendendo a abordagem dos saberes ancestrais como um contraponto à visão eurocêntrica do significado de progresso, ressaltando a existência de perspectivas outras de entendimento do mundo, que não apenas a da colonialidade.
Frederik Moreira dos SantosAndreza Bispo dos Anjos Santos
Andrea Da Paixão FernandesChristiane de Faria Pereira Arcuri
Ecleide Cunico FurlanettoM.C.G. PasseggiKarina Alves Biasoli Stanich
Juliana Batista dos ReisMaria Amália de Lima Cury CunhaLicínia Maria Correa