Natália Relvão da SilvaThayonara Santos
Para grande parte da população brasileira, o direito humano e constitucional da alimentação tem sido tolhido de forma vertiginosa nos últimos anos, sobretudo a partir do início do mandato de Jair Bolsonaro. A partir de uma abordagem sindêmica, compreendemos neste artigo as intersecções entre os marcadores sociais da diferença e as crises sociopolítica, econômica e sanitária, que se intensificaram a partir da Covid-19 na produção de vulnerabilidades. Objetivamos investigar como a extinção, desde 2019, de importantes políticas voltadas à segurança alimentar tem contribuído para o crescimento do nutricídio no país. Para tanto, utilizamos uma abordagem qualitativa, através de pesquisa bibliográfica e documental, examinando indicadores de saúde, notícias, vetos, medidas governamentais e políticas públicas relacionados à alimentação. Destarte, o nutrícidio é mais uma consequência das necropolíticas postas no Brasil atual, impactando fortemente a população negra, sobretudo aquela residente nas zonas rurais do Nordeste. PALAVRAS-CHAVE: Necropolítica. População Negra. Nutricídio. Antropologia da Saúde. Insegurança Alimentar e Nutricional. Foto: Nádja Silva
Lúcia Isabel da Conceição SilvaEduardo Silva de MoraisMateus Souza dos Santos
Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Luís Eduardo BatistaAdriana Coracini Tonacio de ProençaAlexandre da Silva