Poderia a formação docente prescindir de uma dimensão estética? Apesar das atuais políticas para formação docente no país, marcadas pela insistência na necessidade de reformas, argumenta-se que uma formação ancorada esteticamente é, mais do que nunca, urgente e necessária. As noções de arte e estética em movimento aqui não se restringem à produção e contemplação de objetos artísticos, mas também ao afeito à vida de cada um de nós. Para tal discussão, tomam-se produções artísticas contemporâneas como "experiências epistemológicas" capazes de renovar nossas perguntas (Canclini, 2012) ou de criar "paisagens inéditas do visível" (Rancière, 2012). Que paisagens inéditas do visível somos capazes de inventar para a docência?
C.A. CorrêaLuciana Esmeralda Ostetto