Giovanna Fernanda SoaresThiago Borges Andrade
A violência contra a mulher é um problema social e de saúde pública em diversos países, incluindo o Brasil, onde os índices são alarmantes. Entre 2015 e 2022, o país apresentou uma preocupante tendência de aumento nos casos de feminicídio, com os números oscilando, mas mantendo uma trajetória crescente ao longo do período, contabilizando 8.150 mortes. Diante desse cenário, o Brasil tem criado leis e mecanismos de proteção para minimizar os números de violência de gênero no território nacional. Nesse ínterim, a presente pesquisa objetivou discutir e analisar essas políticas públicas de combate à violência feminina. Para isso, adotou-se como procedimento metodológico a pesquisa bibliográfica, baseada em artigos acadêmicos, legislações e relatórios institucionais. O estudo constatou que os fatores sociais que influenciam o aumento dos casos de feminicídio em diferentes contextos socioculturais incluem as desigualdades estruturais, a perpetuação de normas machistas e a falta de acesso eficaz a políticas públicas de proteção contra a violência de gênero. Verificou-se que as leis e políticas governamentais desempenham um papel crucial na prevenção e no combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. Legislações como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, além de programas de atendimento especializado, representam passos importantes na proteção e suporte às vítimas desse tipo de violência. Contudo, a eficácia dessas políticas públicas depende não apenas de sua aplicação rigorosa, mas também de iniciativas educativas e culturais que promovam o respeito, a igualdade e a desconstrução dos valores machistas que sustentam a violência de gênero.
Bruno Henrique Lins AndradeMaria Ivonete Barbosa Tamboril
Ana Claudia de Oliveira BrittoCristiane Batista AndradeSilvana Maria BitencourtAline Azevedo Braga
Angelita Maria Ferreira Machado RiosPedro Vieira da Silva MagalhãesLisieux Elaine de Borba Telles
Viviane Auxiliadora Alves Ibarra