Mônica Panis KasekerDominique Xavier Vessoni
O artigo busca problematizar a proposta epistemológica decolonial e as práticas meto dológicas do investigador não indígena na pesquisa em comunicação envolvendo sujeitos comunicacionais indígenas, em especial ao analisar produções indígenas nas etnomídias. Propõe-se discutir teoricamente o potencial da cartografia sentimental como trajeto metodológico para uma investigação que se pretende decolonial, encontrando aproximações com a perspectiva do corazonar e sentipensar. Uma das questões mais latentes é a preocupação em neutralizar a perspectiva eurocêntrica e as metodologias extrativistas. Neste sentido, a pesquisa decolonial se torna um encontro entre sujeitos numa ecologia de saberes, uma experiência vivida com os corpos, cujas afetações desconstroem e constroem conhecimentos outros.
Maria Aparecida de Menezes BorregoJean Gomes de Souza