Campello (2022) pretende fazer uma crítica dos afetos pela crítica da linguagem, analisando em narrativas particulares de injustiça o contexto de uso de expressões sobre afetos e sua relação com normas e instituições. Nesse caminho, são criticamente tratados os conceitos de identidade e propriedade tal como forjados pela modernidade filosófica e herdados por nós pela maneira como tratamos afetos e expressões de injustiça. No presente texto crítico, apresento suas principais ideias e discuto como a articulação proposta entre Hegel e Wittgenstein, apesar de seminal, ainda guarda vários traços eurocêntricos, antropocêntricos e intelectualistas.