Marcela Vecchione GonçalvesTatiana Ferreira Reis
O Território Agroextrativista Pirocaba, no município de Abaetetuba, encontra-se ameaçado pelo processo de territorialização de grandes projetos de infraestrutura voltados para acelerar a exportação de commodities, principalmente a soja, assim como ocorre com uma diversidade de territórios na região do Baixo Tocantins, no estado do Pará. O objetivo deste artigo é discutir a realização de oficinas de podcast e rodas de conversa como metodologias de pesquisa-ação voltadas para a construção de um processo de comunicação popular e contra-hegemônico com um grupo de mulheres do Pirocaba. Elas desenvolvem atividades como o extrativismo e a agricultura agroecológica, movimentando uma economia feminista e popular que se constitui como instrumento de resistência. Os primeiros resultados apontam que as metodologias de pesquisa-ação adotadas, além de auxiliarem a produção de informação contra-hegemônica, podem amplificar as vozes das mulheres do Pirocaba, evidenciando suas práticas produtivas e socioculturais ancoradas em territorialidades que conectam natureza e cultura de forma inseparável.Palavras-chave: Mulheres. Comunicação contra-hegemônica. Agroecologia. Baixo Tocantins.
Tatiana Nazaré Amaral Ferreira ReisMarcela Vecchione Gonçalves
Ian Rebouças de AndradeMárcia Vidal Nunes