Henrique Dias Furtado de SouzaArtur Natalino AraújoBeatriz Urbano OyagawaYasmin Nicole Vieira TeixeiraCarlos Magno da Silva Santana
A tendência de inversão da pirâmide etária traz importante preocupação na incidência de doenças em idosos, destacando-se o comprometimento cognitivo relacionado às síndromes demenciais. Diversos fatores de risco estão associados ao declínio cognitivo nesta população. Dentre os modificáveis, a prática de atividade física e hábitos alimentares saudáveis configuram-se importantes medidas potencialmente protetoras à saúde mental. Avaliar a influência da atividade física e hábitos alimentares sobre a função cognitiva em idosos. Revisão integrativa feita a partir de buscas na literatura nas bases de dados “PubMed” e “Scielo”. 20 trabalhos foram incluídos a partir de uma avaliação criteriosa relacionada ao tema proposto. Os trabalhos mostraram uma tendência de melhora da cognição em idosos a partir da prática de atividades físicas, utilizando como comparação diferentes escalas, como o MoCa, MEEM e o ADAS-Cog. No que tange a alimentação, também foi observada uma tendência de melhora de testes cognitivos a partir de hábitos alimentares específicos. Em ambos os fatores analisados, alguns trabalhos não obtiveram diferenças significativas na análise comparativa (p>0,05). A influência da atividade física no funcionamento cognitivo dos idosos foi testada por meio de exercícios de força, aeróbicos e de flexibilidade, com diferentes frequências e intensidades, o que dificultou o efeito comparativo. Porém, foram descobertos achados interessantes sobre o efeito de redução do declínio cognitivo e melhora de diversos índices - como memória, atenção, habilidades visuais e espaciais - desse grupo ao realizar as atividades. Ademais, os artigos analisados apresentam que o padrão dietético com maior qualidade nutricional, aliada a hábitos de vida saudáveis, favorece a prevenção de doenças e comprometimento da funcionalidade e dos domínios cognitivos. Entre os limitantes dessas análises está o curto período de acompanhamento, desconsiderar a heterogeneidade dos padrões alimentares e a falta de quantificação da influência isolada da alimentação na promoção desses benefícios Os estudos analisados mostraram uma tendência de efeito protetor da atividade física e adoção de alimentação saudável sobre a função cognitiva em idosos, sendo Importante destacar os diferentes fatores limitantes dos trabalhos observados.
Nélson NardoJúlio TirapeguiGrasiely Fassin BorgesCarlos Alexandre Molena FernandesAndréia Cristina Bueno Pereira BacarinClaúdia Christina Sanchez Nardo
Eduardo MagalhãesLucas Reis Barbosa LionardoLuisa Maciel BaitelMichel de Almeida RaymundoRosângela Ziggiotti de Oliveira