Sigilos mágicos são símbolos produzidos com propósitos mágicos desde a antiguidade em diferentes tradições esotéricas. Eles se tornaram especialmente conhecidos sob um formato moderno desenvolvido pelo artista inglês Austin Osman Spare. O presente artigo tem por objetivo expor o desenvolvimento dos sigilos mágicos no ocidente, segundo uma abordagem qualitativa de revisão de documentos e interpretação de trabalhos artísticos, compreender suas possíveis aplicações na obra de arte contemporânea. É digno de nota o fato de que este é um tema pouco pesquisado. Para tanto, dois artistas serão apresentados como representantes dessa tendência: o australiano Barry William Hale, cujo trabalho une diversas tradições europeias e afro-americanas, particularmente ligadas à comunicação com entidades espirituais, inclusive o candomblé; e o estadunidense Elijah Burgher, que estabelece através do seu trabalho uma relação entre desejo, magia sexual e homossexualidade. E para além do uso dos sigilos na obra de artistas visuais, será considerada a sua inserção em outras áreas da cultura e da indústria cultural.