Thayná EscardoaMariana Dall Orto dos Santos
Resumo: O presente artigo visa a reflexão sobre a constituição histórica da cultura afro-capixaba e seu espaço na educação do Espírito Santo, uma vez que urge a necessidade de dar visibilidade e protagonismo às tradições africanas e capixabas a partir de atividades que valorizem os elementos históricos, sociais e culturais dos saberes ancestrais e sua relação com o patrimônio capixaba. Para tanto, foram usados os conceitos de cultura popular de Chartier (1995) e Arão de Azevedo Souza (2010); identidades culturais de Stuart Hall (2006); tradição oral e ancestralidade, por Michele Schiffler (2016), e por fim, o termo afro-capixaba empregado por Cleber Maciel (2016). Utilizamos como objeto de análise as manifestações culturais do Congo e do Ofício das Paneleiras, reconhecidos como patrimônio cultural imaterial, para exemplificar os sincretismos religiosos e assimilações culturais que formam a identidade cultural do estado. Em seguida, nos baseamos nos conceitos de patrimônio cultural e educação patrimonial, para estabelecer relações entre estes e o ensino de História dos povos africanos no Brasil e suas heranças. Assim, traçamos de forma breve a realidade do ensino dessas culturas, muitas vezes marginalizadas nos espaços formais de ensino. Ao final do artigo propomos duas atividades que valorizem os elementos históricos, sociais e culturais dos saberes ancestrais e sua relação com o patrimônio capixaba, possibilitando, a partir da educação patrimonial no ensino de história, dar visibilidade às tradições africanas e capixabas.
Tatiana Carrilho Pastorini TorresCarmem Gessilda Burgert Schiavon
Jaqueline Aparecida Martins ZarbatoJoana Carolina SchosslerAline Vieira de Carvalho