Analisa-se os sentidos sobre invisibilização e estereotipação mobilizados e construídos por mulheres indígenas participantes do Acampamento Terra Livre 2020. Busca-se ainda compreender como elas resistem simbolicamente a essas colonialidades persistentes, à luz da comunicação decolonial. Como horizonte metodológico, trabalhamos o “desengajamento epistemológico” e a “inversão do olhar”, que desestabilizam noções hegemônicas do fazer científico. Concluímos que as resistências ocorrem a partir da contestação e da necessidade de protagonizar as próprias narrativas, de visibilizar, de externalizar outros saberes, cosmovisões e gramáticas.