Ana Júlia Pilon CastelloMarcius Fabius Henriques de CarvalhoLia Toledo Moreira MotaCláudia Cotrim Pezzuto
A radiação solar incidente em revestimentos das fachadas urbanas pode gerar acúmulo de calor nas cidades. Em consequência, as envoltórias das construções podem causar desconforto térmico aos habitantes e potencializar a demanda energética para resfriamento dos ambientes. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é avaliar o desempenho térmico de fachadas com revestimentos cerâmicos de diferentes refletâncias solares investigando a influência das orientações norte, sul, leste e oeste. A partir de amostras expostas ao sol em painéis verticais, em ambiente externo, em dia de verão, foram realizadas medições de temperatura superficial, refletância solar e temperatura do ar. Os resultados mostram que a fachada leste apresentou a maior temperatura superficial média durante o período diurno, 33,0°C, em comparação com 28,3°C, 27,8°C e 27,7°C nas fachadas norte, sul e oeste, respectivamente. Entretanto, apresentou um rápido resfriamento no período noturno com temperatura superficial média de 26,4°C, em comparação com 28,5, 26,7 e 34,7 nas fachadas norte, sul, e oeste, respectivamente. Destaca-se que a fachada oeste apresentou a maior temperatura superficial média máxima, 63,9°C, com diferença de 24,9°C da fachada sul. Por outro lado, revestimentos de diferentes cores e refletâncias apresentam comportamento térmico distinto nas diferentes fachadas. Notou-se que o aumento da refletância de 3,7% (AZE_LB) para 50,5% (BR_LB) pode gerar uma diferença na temperatura superficial máxima de 18,9°C (oeste), 15,1°C (leste), 7,6°C (norte) e 3°C (sul). Assim ressalta-se a considerável influência da característica e da orientação da superfície no desempenho térmico das fachadas urbanas, para correta utilização dos revestimentos e para mitigação do aquecimento urbano.
Silva, Bárbara Inês Cardoso da
Francisca Evânia de CarvalhoMaria Aridenise Macena Fontenelle