INTRODUÇÃO:Os profissionais de saúde vivenciam inúmeras situações desgastantes na prática clínica, pois estão em constante exposição a um ou mais elementos que favorecem o aparecimento de doenças ou sofrimento, decorrentes da vivência do trabalho e de sua organização.OBJETIVO: Analisar a prevalência de transtornos mentais comuns e depressão nos profissionais da Atenção Básica e determinar a influência de variáveis sociodemográficas, ocupacionais e presença de contaminação por COVID-19 sobre os transtornos mentais comuns e de transtornos mentais comuns sobre a depressão.METODOLOGIA: Estudo transversal, observacional e quantitativo, realizado no município de Uberaba-MG, nas Unidades de Saúde integrantes do Programa Saúde da Família.Foram utilizados três instrumentos: sociodemográfico criado pelos pesquisadores e validado por juízes, o Self Reporting Questionnaire (SQR-20) para rastreamento de Transtornos Mentais Comuns (TMC) e o Instrumento Patient Health Questionnaire (PHQ-9) para rastreio de depressão.Projeto aprovado pelo Comitê de Ética.Os dados coletados foram analisados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 21.0, utilizando margem de erro de 5% (p≤0,05).RESULTADOS: Com 466 participantes, 75,1% eram mulheres, 39,7% agentes comunitários de saúde, média de idade de 40,99 anos (±9,1).A maioria (71,2%) contraiu COVID-19, não foi hospitalizado (99,6%).Em relação ao transtorno mental comum, 25,3% foram classificados como positivos e 28,5% apresentaram rastreio positivo para depressão.Na análise bivariada e cálculo do qui quadrado e razão de prevalência, as variáveis que apresentaram significância com a presença de TMC foram, estado civil, renda familiar, possuir ensino superior incompleto ou grau superior, dormir 6 horas ou menos, ter até 40 anos, ter tido COVID-19, possuir patologia pré-existente, realizar hora extra e ter diagnóstico de transtorno mental anterior a pandemia apresentaram-se como fator de risco para o desenvolvimento de TMC.Em relação à depressão, 133(28,5%) dos participantes apresentaram sintomas depressivos.A regressão demostrou que as variáveis possuir filhos, possuir patologia ou diagnóstico de transtorno mental antes da pandemia, ter resultado positivo nesta pesquisa para TMC.CONCLUSÃO: Infere-se a necessidade de intervenções e cuidados com a saúde mental dos profissionais da Atenção Primária, como implantação de políticas de saúde voltadas para a promoção, prevenção e tratamento de transtornos mentais.
Débora Alves PereiraRaquel Martins da CostaVanessa Bezerra Silva RamosDaniela RamosM. Mota
Bruno Pinto FreireMaria Lidiany Tributino de SousaMelina de Andrade Aragão Freire
Pollyana Ludmilla Batista PimentelJosevânia da SilvaAna Alayde Werba Saldanha
Luís Paulo Souza e SouzaBruna Beatriz BarbosaCarla Silvana de Oliveira SilvaAntônia Gonçalves SouzaTadeu Nunes FerreiraLeila das Graças Siqueira