O artigo é a narrativa dos protagonismos das mulheres militantes na oposição ao golpe e à ditadura militar implantada, desde 1964, no Brasil, a partir de diversas iniciativas políticas, inclusive em contraposição às ações das militantes golpistas, fundamentada na abordagem de gênero de linha marxista e no feminismo decolonial. A partir das articulações entre as suas vidas íntimas e públicas, excertos de suas biografias e inserções nos partidos e movimentos sociais de esquerda, procura-se evidenciar as relações históricas, dialéticas e materiais da interseccionalidade do sexo-social no processo da luta de classes, entendendo a história dessas mulheres atuantes no Recife como um micro-universo interferindo e desvendando a macroestrutura nacional e latino-americana, no bojo do movimento mais amplo de oposição às políticas de neocolonização orientadas pelo capitalismo internacional e organizadas pelos países imperialistas. Esta narrativa se faz na percepção da construção sociocultural da sujeita reveladora da estrutura político-econômica da resistência ao estado de exceção, ao mesmo tempo em que ressalta que a busca pelas origens psicológicas de ações nos eventos históricos narrados não é o princípio norteador da análise, concordando que a complexidade humana, dialeticamente observada, resulta objetivamente na história, sendo contestável qualquer alusão subjetiva sem fundamento na práxis.
Marcos NobreJosé Rodrigo Rodríguez
Milena Cristina AlmeidaAllan Mateus Cereda
Thiago Almeida VieiraDenise Castro LustosaLorena Almeida VieiraHelionora da Silva Alves
Luciana Rosar Fornazari KlanoviczFernanda Pienegonda