O presente artigo tematiza algumas repercussões da pandemia do COVID-19 entre mochileiros: sujeitos que buscam efetuar suas viagens a partir da “independência” frente às agências turísticas, flexibilidade de itinerários, maior tempo em trânsito, “orçamento enxuto”, contatos com distintos sujeitos (locais e viajantes) e engajamentos em atividades não roteirizadas. Dois conjuntos de questões serão aqui explorados: os efeitos político-sociais do coronavírus entre sujeitos que ainda estavam “na estrada”, provocando ações de lida com situações de fechamento de fronteiras, conflitos com agentes dos Estados receptores e com a comunidade local, estigmatizações, vôos de repatriação, constituição de redes de solidariedade para abrigo, alimentação e cuidados também emocionais e; o posicionamento, diante da pandemia, de plataformas digitais e redes sociais virtuais, responsáveis em grande medida pelo estímulo e provisão de informações para a realização dos empreendimentos viáticos de muitos mochileiros.
Lucas Rech da SilvaAlexandre Anselmo Guilherme
Rita de Cássia Ariza da CruzCarolina Todesco
Maria Goretti da Costa TavaresSimone Affonso da SilvaJosé Júlio Júnior Guambe