Gabriela VescoviDaniela Centenaro Levandowski
Resumo Este artigo analisou a percepção e os sentimentos de casais sobre o atendimento recebido nos serviços de saúde acessados em função de perda gestacional (óbito fetal ante e intraparto). O convite para a pesquisa foi divulgado em mídias sociais (Instagram e Facebook). Dos 66 casais que contataram a equipe, 12 participaram do estudo, cuja coleta de dados ocorreu em 2018. Os casais responderam conjuntamente a uma ficha de dados sociodemográficos e uma entrevista semiestruturada, realizada presencialmente (n=4) ou por videochamada (n=8). Os dados foram gravados em áudio e posteriormente transcritos. A Análise Temática indutiva das entrevistas identificou cinco temas: sentimento de impotência, iatrogenia vivida nos serviços, falta de cuidado em saúde mental, não reconhecimento da perda como evento com consequências emocionais negativas, e características do bom atendimento. Os achados demonstraram situações de violência, comunicação deficitária, desvalorização das perdas precoces, falta de suporte para contato com o bebê falecido e rotinas pouco humanizadas, especialmente durante a internação após a perda. Para aprimorar a assistência às famílias enlutadas, sugere-se qualificação profissional, ampliação da visibilidade do tema entre diferentes atores e reorganização dos serviços, considerando uma diretriz clínica para atenção ao luto perinatal, com destaque para o fortalecimento da inserção de equipes de saúde mental no contexto hospitalar.
Marina Camargo BarthGabriela VescoviDaniela Centenaro Levandowski
Andressa Milczarck TeodózioMarina Camargo BarthJaqueline WendlandDaniela Centenaro Levandowski
Amanda de Moura BorbaAna Paula Pereira da SilvaJuliana Clis Carneiro da SilvaJúlio César Bernardino da SilvaNayale Lucinda de Andrade AlbuquerqueVanessa Juvino de Sousa
Beatriz dos Santos SilvaÉrika Neves de BarrosPaula Jaeger Tenório
Lucivaldo José CastellaniCristiana MagniAntonio Alexandre PereiraLeidimara Paula Bastos