A faixa de fronteira do Brasil - com 15.719km de fronteiras terrestres - é marcada por ampla diversidade
política, econômica e cultural, o que dificulta o seu tratamento de maneira única. A fronteira Brasil -
Uruguai é considerada uma das mais pacíficas do Brasil, tanto por sua construção diplomática quanto
por suas raízes identitárias, também refletidas nos indicadores de segurança [1]. Nesse território, têm
prevalecido mecanismos cooperativos para a solução de problemas transfronteiriços e aprofundamento
das relações bilaterais. Considerando que o desenho de políticas públicas em países em
desenvolvimento, em especial os da América Latina, enfrenta o desafio de promover modelos participativos, que impulsionem o desenvolvimento sustentável e promovam a inclusão social, discute-
se a experiência dos Comitês de Fronteira. São espaços nos quais propostas para a formulação de políticas públicas são discutidas binacionalmente, com a participação de múltiplos atores, a partir das
suas próprias vivências no território. Tal experiência de teve início nos anos 1990 e apesar dos desafios
institucionais, conta com o interesse estatal para sua manutenção, reconhecendo suas contribuições e
propostas tanto para o aprofundamento da integração bilateral, quanto para as discussões no âmbito
Mercosul.
Camilo Pereira Carneiro FilhoGabriel Silva RibeiroLetícia Eugênia Pereira de Morais
Tiago PedruzziChris Royes Schardosim
Maria de Fátima Bento RibeiroAlan Dutra de Melo