O presente trabalho atende considerações kantianas segundo as quais a) osprincípios transcendentais do conhecimento nos autorizam a admitir, ou reconhecer, umaconformidade a fins subjetiva da natureza, e assim a finalidade como uma espécie decausalidade; e b) que as considerações sobre um juízo teleológico, reflexionante, para ajuizaros fenômenos, implicaria um fim final <Endzweck> da criação, a saber, a existência dohomem no mundo como ser noumênico. Uma vez que se considera a amplitude de trabalhoque estas considerações exigem em termos de análise da argumentação kantiana, trata-seaqui apenas de delimitar o âmbito no qual Kant pode reivindicar uma perspectiva teleológicalegítima na consideração sobre os seres organizados da natureza, incorporando, assim, talperspectiva à própria metafísica da experiência. Nas considerações pretende-se evidenciarque em nenhum momento de sua argumentação Kant descuida da “particularidade doentendimento humano”, e mesmo da razão, reconhecidas na Crítica da razão pura, mesmoquando ele propõe a extensão da perspectiva teleológica à solução dos problemaspropriamente metafísicos, como entendidos pela tradição. O parâmetro desta análise é odo(s) próprio(s) limite(s) da razão como estabelecido(s) por Kant na Crítica da razão pura.