O texto reflete o multifacetado Brasil, discutindo luta de classes e a influência da mídia e da religião neopentecostal na política. O pano de fundo foi o resultado do primeiro turno das eleições de 2022 que, definitivamente, explicitou a polarização entre esquerda e direita no Brasil. O artigo objetiva expor o que essas duas bandeiras polarizadas ideologicamente mobilizam enquanto agenda para atrair seus eleitores. A esquerda tem uma política focada na redução da desigualdade social, representada pelo PT. Todavia, não exclui as relações do Estado com o mercado. A direita mobiliza valores caros à sociedade brasileira como a família tradicional, a religião e faz uma leitura da teologia da prosperidade, meritocracia e devoção ao neoliberalismo. O voto no Brasil, em sua maioria, tem por agenda, a pessoalidade, se vota no candidato, não no plano de governo. Por tais características, a ideologia é o principal ente das campanhas eleitorais, mobilizando os mais variados temas-tabu da sociedade, questões caras aos cristãos, como aborto e união homoafetiva, especialmente, por parte de uma significativa parcela dos neopentecostais. O analfabetismo é um amálgama da educação brasileira e este entrave vira agência quando se trata dos eleitores da esquerda, pois a direita incute a esses eleitores, o analfabetismo. E, onipresente, onisciente, onipotente, está a mídia que, para o bem ou para o mau, tece seus fios a favor de quem lhe favorecer. Como metodologia, utilizou-se a análise do cenário político brasileiro, com inclinação para a análise do discurso, com viés qualitativo.
Fabrício Roberto Costa OliveiraIcaro Gabriel da Fonseca Engler
Marcela BarbaAline VazTarcis Prado
Antonio Carlos SoaresFátima Cristina da Costa Pessoa
Luis Gustavo Teixeira da Silva