\n O que o conhecimento presente em um terreiro de umbanda, localizado na periferia de São Paulo, tem a revelar a aquele produzido no interior das instituições científicas é o tema desta dissertação de mestrado. A partir dos princípios da produção partilhada do conhecimento, na qual a imprevisibilidade faz parte do método e se revela tão ou mais importante que as interpretações coincidentes, é possível refletir sobre como se dá o processo de aprendizagem em uma comunidade oral específica, o Templo de Umbanda Cantuá dos Orixás. Por meio do convívio da pesquisadora, que é também membro do terreiro, uma griô aprendiz, a pesquisa salienta questões relacionadas à relação universidade-comunidade; à transmissão dos fundamentos religiosos pela oralidade; e ao processo documental em audiovisual sobre a história do terreiro com base nas histórias de vida dos adeptos (ainda em produção).\n