Este artigo propõe revisitar o conceito de corpos da floresta, apresentado em 2019 na tese “Corpos da floresta: experiências para resistir”. A proposta é migrar sua flexão em gênero e número para se assumir como corpas das florestas. Este movimento nasceu durante o doutorado, porém se esgarçou em um cotidiano pandêmico. A partir da minha atuação como artista do norte, mulher, mãe, professora e artivista, configuro o espaço das experiências que norteiam a escrita deste artigo, buscando uma interlocução com Ailton Krenak, Helena Katz, Christine Greiner e Boaventura de Souza Santos. Vale ressaltar que, enquanto corpus empírico, me defino como um coletivo de corpas que dançam, cuja sobrevivência só é possível por entender que há uma volubilidade que sustenta os caminhos tomados para desestabilizar chãos hegemônicos da macroesfera social, cultural, econômica e política no Brasil. A teoria corpomidia define a metodologia adotada, percebendo a corpa no seu fazer dançando, numa ação transição sempre a partir dos corpos e corpas.Palavras-chave: Corpas das florestas; corpos da floresta; experiências em dança; teoria corpomídia.
Vinnicius Camargo de Souza LaurindoMariana Zuaneti Martins