Marcela Abrão MarquesJulia de Azevedo GarciaAna Flavia Lima FontesEloísa Ferraz de OliveiraHenrique Augusto Cantareira SabinoNatália Félix Negreiros
Objetivo. Conhecer como as restrições da pandemia dificultam no controle da hipertensão arterial sistêmica para indivíduos diagnosticados hipertensos primários, em relação: hábitos alimentares (controle de sal e temperos), uso de tabaco e álcool, atividade física e fator emocional. Métodos. Estudo de campo, com abordagem quantitativa, do tipo analítico transversal, realizado a partir de um questionário estruturado, o qual abordou variáveis categóricas: hábito de fumar (sim/não); hábito de usar temperos naturais (sim/não); hábito de consumir bebida alcoólica (sim/não); percepção estresse ou ansiedade (sim/não). E variáveis quantitativas: consumo diário de sal e atividade física realizada durante a semana. Todas as variáveis foram questionadas no período de “antes” e “durante” o período de quarentena do COVID-19. A técnica usada para análise dos dados foi bivariada de tabulação cruzada, com um intervalo de confiança de 95%. As associações entre variáveis foram realizadas através dos testes Qui-quadrado e t de Student. Resultado. Participaram 378 indivíduos hipertensos, do município de Birigui-SP, entre 18 e 80 anos de idade. Durante o período de restrição social, as análises demonstraram, com significância estatística, que houve diminuição da prática de atividade física, o aumento no consumo de sal, e o aumento da auto percepção de estresse e da ansiedade. Conclusão. Os resultados apontam uma piora dos hábitos de vida do grupo de hipertensos no quesito de atividade física, fator emocional e consumo de sódio, o que dificulta o controle da doença.
Amanda Santos de AlmeidaJosely Pinto de MouraVilma Elenice Contato RossiCamila Belfort Piantino