O presente artigo busca enfatizar a arte em uma esfera inserida na dialética universal/particular, tanto no plano estético quanto na descrição da situação social do indivíduo no chamado mundo administrado. A arte contemporânea possui fundamental relevância ao inserir em sua praxis um tipo de reflexão que se opõe à reificação do mundo regido pelo capitalismo tardio. Segundo esta argumentação, a arte aponta para a ideia de esclarecimento, articulando a subjetividade do artista e fruidor à objetividade da conotação dos objetos de arte e construção de significado por parte do fruidor. Há objetividade tanto em sua materialidade quanto no que se percebe de comum nas múltiplas vivências comungadas pluralmente. Há também subjetividade enquanto presença do self no seu processual, assim como na singularidade da própria produção imagética.