Não apenas o declínio do poder aqu1sJtJvo dos seus servidores, mas os reflexos do esvaziamento das responsabilidades do Estado sobre a Educação e a concomitante sinalização da presença voraz do mercantilismo fomentado por interesses internacionais, com tal descuramento veiculados a partir da OMC, constituíram motivação e contexto sob os quais as universidades estaduais paulistas se mobilizaram em prolongada e bem-sucedida greve no ano 2000. As greves, no mais das vezes apoiadas no estopim episódico das reivindicações salariais, desta feita foi muito além disso. Nas mobilizações, nas assembléias, nas discussões, nos documentos e, sobrerudo, no modo de agir de docentes, funcionários e alunos, estiveram sempre vívidas as preocupações de natureza ampla com as condições reais de atuação em ensino, pesquisa e extensão. Para além das casas decimais atinentes ao índice de reajuste, as reuniões, as aulas públicas e as conversas pessoais buscaram sempre levar em conta variáveis complexas e abrangentes, responsáveis a médio e longo prazo pela deterioração das condições gera.is de trabalho e pelas conseqüências nefastas anunciadas pela onda privatista de ampliação de vagas no ensino superior. Selo Editorial: Base de Dados:
Ângela Cristina Belém Mascarenhas