Introdução: A violência obstétrica é expressa desde: negligência, discriminação social, violência verbal (tratamento grosseiro, ameaças, gritos, humilhação intencional) e violência física (incluindo não utilização de medicação analgésica quando tecnicamente indicada), até o abuso sexual. Também o uso inadequado de tecnologias, intervenções e procedimentos desnecessários frente às evidências científicas, resultando em uma série de intervenções, pode ser considerado como práticas violentas. O controle da violência obstétrica na assistência ao parto humanizado consiste em um desafio, tendo em vista a sua invisibilidade e não reconhecimento como violação dos direitos humanos. Objetivo: Identificar como os fatores assistenciais relacionados à violência obstétrica influenciam no momento do parto ao nascimento. Material e métodos: Trata-se de um uma revisão bibliográfica, desenvolvida durante o período de Março de 2019 nas bases de dados SciELO e BVS. Inicialmente, buscou-se terminologias universais na página eletrônica dos Descritores em Ciências da Saúde, elegendo: “violência obstétrica” e “saúde da mulher”. Para a operacionalização da pesquisa, realizou-se o cruzamento dos descritores nas referidas bases de dados associado ao operador booleano and, seletando 7 manuscritos na base de dados Scielo e 48 manuscritos na BVS. Os critérios de inclusão foram: artigos disponíveis na íntegra, publicados em português e inglês, de 2015 a 2019 e que abordem a temática violência obstétrica em partos humanizados, e os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não abordassem a temática definida. Ao final, realizou-se uma leitura minuciosa dos documentos na íntegra e excluiu-se 46 artigos por não abordarem o objetivo do estudo, selecionando 9 manuscritos para composição. Resultados: No referido estudo, identificou-se os seguintes fatores associados à violência obstétrica no parto humanizado, ou seja, a descontinuidade da assistência, a ausência de informação e/ou informação negada e a inadequação da ambiência e a precariedade das maternidades foram consideradas pontos negativos e presentes na assistência obstétrica. Conclusão: Concluiu-se que as práticas e o modelo de assistência obstétrica no Brasil desrespeitam e/ou ignoram os direitos sexuais, reprodutivos e humanos, o que se reflete nos altos índices de cesárea e nos maus tratos sofridos pelas mulheres nas maternidades brasileiras. Fazem-se necessárias intervenções para colocar em prática o conceito parto humanizado.
LÍVIA PALUMBO ALMEIDA QUEIROZ ESTEVESLucas Mota CorreaRAFAELA LESSA ANDRADE
Ellen Maria Frazão GonçalvesJúlia Araújo de Lima Lins
Elizabeth de Paula MesquitaMaria Eduarda Bataglion Dos SantosIngrid Caroline Cavalcante PereiraJoão Vitor Moraes de FariasA. Scherer
Raquel dos Santos LimaJerônimo Abreu Costa JúniorMaylla Salete Rocha Santos ChavesGilvânia Rodrigues da SilvaAna Cláudia Silva BritoSamara Cristina dos Reis NascimentoTharcia Evaristo Soares de CarvalhoRamon Carvalho CamposGustavo Rodrigues CostaHelton Pereira dos SantosLuana Pereira Ibiapina Coêlho
Nívea Tainá Ramos BituDanielle Feitosa de SousaJosiene Almeida FreireDayane Cindy de Castro BeserraAndrea Cecília Rodrigues Tavares AgraFrancisco Alisson Xerez Bezerra